Por quanto você se vende?

Dinheiro é bomQuerosimse essa é a pergunta. Mas dona Ana fez de mim um homem e não uma put*!

Trecho da musica ‘Jesus Chorou’ / Racionais Mc’s

Por quanto você se vende? Não estou falando de prostituição e nem perguntando o valor do custo do seu trabalho. Quero saber quanto vale seus ideais?

Se um cliente em potenciar quiser contrata seus serviços de design para produzir conteúdo sobre o assunto que você não apoia, você faria? Mesmo que o valor seja suficiente para pagar suas contas? Se a resposta for não, acredito que o valor oferecido não foi o apropriado.

Nesta parte, teríamos que falar sobre ética. Mas não vou estender nesse assunto sobre ética. Deixo um video que fala bem sobre este assunto.

Acredito que todos tem um valor. O valor é subjetivo. Um ativista que defende os animais dificilmente abriria uma churrascaria ou compraria (e até não usaria se ganhar) roupas de pele de animais. Fazer isso seria ir contra seus valores. Entretanto, venderia cigarros na banca de jornal, mesmo sendo prejudicial a saúde.

Mas se o valor para corromper for o dinheiro, o que fazer? Afinal, por mais que tenhamos princípios, a conta no fim do mês chega. Por mais que diga: “não se corrompa e se sentirá com a consciência limpa em todo o instante”, essa é uma decisão pessoal. É  após este momento de decisão que se adquire mais autoconhecimento.

A sugestão é não fazer o que vai contra seus ideais. Saiba filtrar. Recusar um trabalho pode te trazer algumas consequências como não receber pelo serviço e desencadear outros fatores que envolve o dinheiro, mas por outro lado, te fará dormir em “paz com a consciência”.

Vivemos em uma sociedade capitalista e não há problema fazer coisas por dinheiro.

Não me peça para dar de graça a unica coisa que tenho para vender.

Cacilda Cecker

Mesmo que ajustemos a frase acima para ‘não me peça para fazer de graça o único serviço que sei fazer’,  possa parecer avarento, temos que saber valorizar o nosso trabalho para sobreviver no mercado. Não estou dizendo para fazer tudo por dinheiro (acredito no “almoço grátis”. Será tema de outro post), mas saber se está ajudando alguém com seus serviços grátis ou só perdendo tempo/dinheiro.

Se alguém puder pagar pelos seus serviços, cobre. Mesmo que seja seu melhor amigo (a). Nada mais justo. Para você aprender teve que no minimo dedicar tempo.  Se você não valorizar seu trabalho, ninguém fará.

Como empresa/freelance você tem que ver as coisas como “oportunidade” para gerar receita para seus serviços e sobreviver no mercado. Afinal, você estudou/estuda tanto para se manter competitivo, está na frente dos concorrentes e conseguir boas proposta de trabalho.

De tudo que foi dito, o importante é não trair-se, por mais que a proposta pareça atraente e saiba filtrar as informações. Se puder cobrar por seus serviços, cobre o preço justo. Se for alguém carente que sonha em ter acesso ao tipo de serviço que você presta, realize o sonho desta pessoa. Seja ambicioso e procure crescer no mundo empresarial, mas nunca perca a oportunidade de ajudar alguém.

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